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Pela Magister
Katlein Paola De França
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A construção autônoma do relacionamento médico
dermatologista-paciente
Dissertação apresentada
como requisito parcial à obtenção do grau de Mestre em Bioética y Salud do curso
“Maestria en Bioética Y Salud”, da Universidad del Museo Social Argentino
Orientadores:
Professora Dra. Teodora
Zamudio (Argentina)
Professor Reginaldo de
França (Brasil)
Tribunal: Dras. Delia
Outomuro – Lorena Mirabile – Sandra Sharry
Defendida 30 de Noviembre de
2011. Calificación 10 (con recomendación de publicación)
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La construcción autónoma de la relación médico dermatólogo -
paciente
Disertación presentada como requisito
parcial para la obtención del grado de Master en Bioética y Salud del curso
“Maestría en Bioética Y Salud”, de la Universidad del Museo Social Argentino.
Orientadores:
Profesora Dra. Teodora
Zamudio (Argentina).
Profesor Reginaldo de
França (Brasil).
Traductora: Graciela del Rizzo
(graciedelrizzo@hotmail.com)
Tribunal: Dras. Delia
Outomuro – Lorena Mirabile – Sandra Sharry
Defendida 30 de Noviembre de
2011. Calificación 10 (con recomendación de publicación)
Um dos fatores mais
importantes para a observância dos princípios fundamentais da bioética
aplicáveis à medicina dermatológica é o bom relacionamento do médico com o
paciente. Existe, nesse relacionamento, uma série de valores envolvidos. No
paciente, a decisão de buscar um médico para solução das doenças que acometem
sua pele já é conflituosa. Ao decidir, porém, gera uma série de expectativas,
buscando como o náufrago, a tábua de salvação. Quer um bom atendimento, sem
pressa, independentemente da idade ou sexo do médico. É evidente que deseja ser
respeitado, acolhido e apoiado. O médico, por seu turno, também tem expectativas
e um projeto de vida que o conduz a querer acertar no diagnóstico e no
tratamento do enfermo. Releva-se, então, o aspecto comunicacional, a linguagem
adequada, a postura profissinal. O médico e o paciente têm direitos, mas também
deveres na relação entre ambos e no seio da sociedade. A relação médico-paciente
vem sendo objeto de importantes estudos doutrinários e pesquisas de campo. Porém
faltava a especificidade de uma pesquisa com o paciente dermatológico. Esta
proposta foi levada a termo. Seus resultados, com certeza, servirão para a
reflexão de todos os profissionais médicos que tiverem acesso ao seu conteúdo e
não somente daqueles que exercem a dermatologia. Afinal, é importante saber-se
de antemão que esperança alimenta a mente daqueles que estão na sala de espera
da clínica, do hospital ou do consultório, aguardando a oportunidade de mitigar
os males que o afligem.
Palavras-Chave:
Relacionamento médico-paciente, bioética, dermatologia, autonomia do paciente.
A relação
médico-paciente é objeto de preocupação dos estudiosos desde a época de
Hipócrates, considerado o “pai da medicina”. O bom relacionamento é um
pressuposto do melhor atendimento, uma vez que muitas vezes é delicado e se não
eficazmente realizado compromete o exercício da prática médica com a necessária
qualidade.
O trabalho diário de um
médico dermatologista exige muita atenção e uma relevante preocupação com as
questões psicológicas dos pacientes. O adequado diagnóstico e tratamento das
doenças da pele baseiam-se na harmônica interação entre o dermatologista e o seu
examinando.
Embora nem sempre
corresponda à realidade, a dermatologia carrega o estigma de ser a especialidade
médica que trata de doenças infecto contagiosas. O bom médico dermatologista
deve apresentar segurança e proximidade com o seu paciente, tocando e examinando
detalhadamente e com atenção todo o seu tegumento; ao contrário o paciente
poderá se sentir estigmatizado ou desamparado.
Ao buscar um
especialista para expor seus problemas e procurar a cura, o paciente
dermatológico se despe de suas vaidades e preconceitos, acreditando que
encontrará um profissional preparado, competente e atencioso capaz de buscar na
ciência a melhor solução.
Neste trabalho
acadêmico, estar-se-á abordando a relação médico-paciente não somente em seu
aspecto teórico e na analise doutrinaria sobre o tema. Fica evidente que é
importante conhecer-se outras experiências e estudos realizados no Brasil e
alhures. Mas, para a contextualização da pesquisa no momento histórico em que
vivemos, tornou-se imprescindível ouvir dos próprios pacientes, no universo
pesquisado, as suas expectativas quando da busca dos serviços médicos
dermatológicos.
Assim, foram definidos
três tópicos. O primeiro, consistente na construção teórica sobre a relação
médico paciente, direitos e deveres, normas legais ou infra-legais que regulam a
matéria, expectativa de ambas as partes envolvidas nesse relacionamento,
colhendo-se na melhor doutrina brasileira e estrangeira a contextualização mais
adequada da matéria. Na segunda parte, tratar-se-á da pesquisa de campo
realizada com a identificação do universo em que aconteceram, as informações
recebidas, análise dos resultados e sua importância para o futuro da
dermatologia. Por fim, no terceiro capítulo foram entrevistados três
dermatologistas, sendo dois brasileiros e um português hoje vivendo na
Inglaterra, para se ter também uma visão do médico em relação ao assunto,
fundada em suas experiências e concepções próprias.
No trabalho de pesquisa
foram entrevistados 307 pacientes de ambos os sexos, de diferentes faixas
etárias, profissões, crenças religiosas e grau de escolaridade. Embora centrada
na cidade de São Paulo, capital do Estado homônimo, também não se olvidou de
levantar os locais de origem dos mesmos, permitindo assim caracterizar a
heterogeneidade de suas condições culturais e socioeconômicas.
Conforme destaca Hector
Rodriguez Silva, “na atualidade a relação médico-paciente é muito diferente da
que tinha lugar no princípio do século XX, onde existiam profundos vínculos
afetivos entre o médico generalista daquela época e seus pacientes e familiares,
o qual o convertia num verdadeiro líder da comunidade onde exercia seu mister”.
Com efeito, hoje, com a evolução da especialização médica, o laço afetivo
inexiste, salvo raríssimas exceções, constituindo-se este relacionamento num
vínculo formal entre o profissional e o examinando.
Dentro dessa realidade o
resultado da pesquisa que será afinal analisada, aliada aos fundamentos teóricos
e as entrevistas com experts constituir-se-á – se espera -, numa
importante ferramenta para os profissionais médicos, não só àqueles que se
dedicam à dermatologia, mas também para outras especialidades, uma vez que terão
a seu dispor, previamente, o que o paciente espera do profissional responsável
por cuidar de sua saúde.
© Direitos reservados pela Magister (kf.dermatologia@gmail.com)

Uno de los factores más importantes para la
observación de los principios fundamentales de la bioética aplicables a la
medicina dermatológica es la buena relación del médico con el paciente.
Existen, en esta relación, una serie de valores involucrados. En el paciente, la
decisión de buscar un médico para la solución de las dolencias que afectan su
piel ya es conflictiva. Al decidir, pero, se genera una serie de expectativas,
buscando una solución ideal. Quiere una buena atención, sin prisa,
independientemente de la edad o sexo del médico. Es evidente que desea ser
respetado, bienvenido y apoyado. El médico, a su vez, también tiene expectativas
y un proyecto de vida que lo conduce a querer acertar en el diagnóstico y en el
tratamiento del enfermo. Se debe, entonces, al aspecto comunicacional, al
lenguaje adecuado, a la postura profesional. El médico y el paciente tienen
derechos, pero también deberes en la relación entre ambos y en el medio social.
La relación médico-paciente ha sido objeto de importantes estudios doctrinarios
y de investigaciones de campo. Sin embargo faltaba la especificidad de una
investigación con el paciente dermatológico. Esta propuesta fue llevada a cabo.
Sus resultados, con certeza, servirán para la reflexión de todos los
profesionales médicos que tengan acceso a su contenido y no sólo para aquellos
que ejerzan la dermatología. Después de todo, es importante saber de antemano
cuál esperanza alimenta la mente de aquellos que están en la sala de espera de
la clínica, del hospital o del consultorio, aguardando la oportunidad de curar
sus dolencias.
Palabras-Clave: Relación médico-paciente,
bioética, dermatología, autonomía del paciente.
La relación médico- paciente es objeto de
preocupación de los estudiosos desde la época de Hipócrates, considerado el
“padre de la medicina”. La buena relación es un presupuesto de no menor interés,
ya que muchas veces es delicado y si no se realiza eficazmente compromete el
ejercicio de la práctica médica de necesaria calidad.
El trabajo diario de un médico dermatólogo
requiere mucha atención y una relevante preocupación con las cuestiones
psicológicas de los pacientes. El diagnóstico adecuado y el tratamiento de las
dolencias de la piel se basan en la armónica interacción entre el dermatólogo y
su examinado.
Aunque no siempre corresponde a la
realidad, la dermatología lleva el estigma de ser la especialidad médica que
trata las enfermedades infectocontagiosas. El buen médico dermatólogo debe
presentar seguridad y proximidad hacia su paciente, tocando al examinado
detalladamente y con atención sobre toda su piel; de lo contrario el paciente
podrá sentirse estigmatizado o desamparado.
Al buscar un especialista para exponer sus
problemas e intentar una cura, el paciente dermatológico se desnuda de sus
vanidades y preconceptos, creyendo que encontrará un profesional preparado,
competente y atento, capaz de encontrar en la ciencia la mejor solución.
En este trabajo académico, se está
abordando la relación médico-paciente no solamente en su aspecto teórico y en el
análisis de la doctrina sobre el tema. Queda evidente que es importante conocer
otras experiencias y estudios realizados en Brasil y en otros lugares. Pero,
para contextualizar la investigación en el momento histórico en que vivimos, se
torna imprescindible el oír a los propios pacientes, en el universo encuestado,
con respecto a sus expectativas en su búsqueda de servicios médicos
dermatológicos.
Así, se dividió en tres temas. El primero
consiste en la introducción teórica sobre la relación médico paciente, los
derechos y deberes, las normas legales e infra-legales que regulan la materia,
la expectativa de de ambas partes involucradas en esta relación, recogiéndose de
la mejor doctrina brasilera y extranjera en la contextualización más adecuada a
la materia. La segunda parte trata de la investigación de campo realizada con la
identificación del universo en que acontece, las informaciones recibidas, el
análisis de los resultados y su importancia para el futuro de la dermatología.
Finalmente, en el tercer capítulo fueron entrevistados tres dermatólogos, siendo
dos brasileros y uno portugués, residentes hoy en Inglaterra, para tener también
una visión del médico en relación al paciente en lo concerniente al tema ,
fundada en sus experiencias y propias concepciones.
En el trabajo de investigación fueron
entrevistados 307 pacientes de ambos sexos, de diferentes franjas de edades,
profesiones, creencias religiosas y grado de escolarización. . Aunque centrados
en San Pablo, capital del estado homónimo, tampoco se dejaron de registrar los
locales, con el origen de los mismos, permitiendo así caracterizar la
homogeneidad de sus condiciones culturales y socioeconómicas.
De acuerdo a lo que destaca Héctor
Rodríguez Silva, “en la actualidad la relación médico-paciente es muy diferente
de la que tenía lugar al principio del siglo XX, donde existían profundos
vínculos afectivos entre el médico general de aquella época y sus pacientes y
familiares, el cual se convertía en un verdadero guía de la comunidad en la cual
ejercía su profesión”
. En efecto, hoy, con la evolución de la especialidad
médica, el lado afectivo es inexistente, salvo rarísimas excepciones,
constituyéndose la relación en un vínculo apenas formal entre el profesional y
el examinado.
Dentro de esta realidad el resultado de la
investigación que será finalmente analizada, unida a los fundamentos teóricos y
a las entrevistas con expertos se constituirá (se espera) en una importante
herramienta para los profesionales médicos, no solo para aquellos que se dedican
a la dermatología sino también para otras especialidades, una vez que tendrán a
su disposición, previamente, o de lo que el paciente espera del profesional
responsable para cuidar de su salud.

NOTAS:
La relación médico-paciente. Revista Cubana Salud Pública,
2006; 32(4).
La relación médico-paciente. Revista Cubana Salud Pública,
2006; 32(4).
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